Despedida
Jack
Não sabia como iria falar a triste notícia para Jen, mas não foi necessário falar nada. Jen sabia. Jenna me conhecia e sabia do que se tratava. Quando ela perguntou como Harry estava, meu semblante revelou a notícia mórbida para ela.
– Preciso vê-lo. – ela disse e em seu rosto não identificava expressão nenhuma, talvez o estado de choque estivesse afetando ela mais do que a dor, o que me preocupava era quando essa sensação passasse e ela encarasse de verdade a realidade.
Era muito sofrimento para uma pessoa só, Jenna já não tinha a mãe, havia acabado de perder o pai, uma amiga e agora o noivo, o mundinho dela estava em ruínas e a qualquer momento ela desabaria pra valer.
– Nós vamos assim que ele chegar… – não consegui dizer mais nada.
– Ele… – ela disse baixo, olhando para a porta do quartel general – Assim que o corpo chegar, você quis dizer… – ela estava entendendo aos poucos a realidade.
– Ainda é o Harry, pequena… – o que mais eu poderia dizer para consolá-la?
– Não… – ela disse e as lágrimas começaram a rolar de seu rosto, uma a uma e cada vez mais – Não é ele…
– Capitão, Coronel. – o soldado Hunt entrou no quartel general e bateu continência – Chegaram… – ele disse e logo se retirou da sala.
– Pequena, podemos esperar um pouco se…
– Vamos. – ela disse caminhando para a saída da sala e eu a segui.
Jenna estava quieta, estava séria, durante todo o trajeto até onde colocaram o corpo de Sparks ela ficou sem expressão no rosto. Entramos no IML improvisado e todos os soldados que estavam lá, saíram assim que a nova Coronel chegou, passaram por nós tirando os quepes em sinal de respeito e tinham os semblantes tristes.
O corpo de Sparks estava coberto com o lençol, Jen caminhou um pouco mais perto e hesitava em tocar no tecido que escondia aquele que já tinha sido seu noivo. Ela respirou fundo e puxou levemente a parte que cobria a cabeça de Harry e naquele momento ela desabou, o mundo de Jenna estava completamente destruído e como se literalmente ela estivesse sem chão, ela desequilibrou e eu tive que segurá-la. Peguei uma cadeira que estava do lado da maca com o corpo e fiz ela sentar.
– Jack… Me deixe sozinha, por favor? – ela pediu com os olhos vermelhos e quase sem voz. Eu tinha medo de deixá-la sozinha, mas ela precisava daquele momento, por isso saí e fiquei na porta esperando, atento a qualquer coisa, a qualquer sinal de que Jen precisaria de mim.
– Capitão, estive com Sparks em seus últimos momentos de vida… – um soldado se aproximou e falou comigo.
– Claro, você é o soldado… – não recordava o nome dele.
– Hudson. Mark Hudson. – ele disse estendendo a mão para me cumprimentar.
– Capitão Forlan. – cumprimentei o soldado.
– Senhor, o Capitão Sparks quase não conseguia falar ou respirar direito, mas pediu para que eu escrevesse uma carta para a noiva, que acredito que é a Coronel… – ele disse olhando para a porta do IML onde Jenna estava – Ele ditou o texto para mim e pediu para que eu entregasse a ela… – ele retirou o envelope da farda e estendeu em minha direção – Não a conheço, senhor, talvez seria melhor que o senhor dê a carta a ela… – podia ver que ele estava triste, com pena, mas também com medo de ficar com aquela difícil missão.
– Deixe comigo, eu entrego a ela… – aquilo seria ainda mais dolorido para Jenna.
– Obrigado, senhor… – ele disse batendo continência – Espero que todos fiquem bem… – ao dizer aquilo ele se retirou do recinto me deixando com mais uma difícil missão.
Não escutava nenhum ruído dentro do IML e temia que Jenna tivesse feito alguma coisa, por isso, cautelosamente, abri a porta e fui entrando devagar, Jenna estava debruçada sobre o corpo de Sparks, mas conseguia escutar seu choro baixo e abafado.
– Pequena… – ela levantou o rosto devagar e me olhou, céus como era doloroso ver aquela cena, eu queria matar Harry por ter feito aquilo com ela, mas por ironia do destino ele já estava morto.
– Dói… – ela disse quase sem ar e correu para me abraçar.
– Eu sei, pequena… – a abracei com força e passava as mãos em seus cabelos soltos e levemente ondulados – Eu sei… – eu também chorava, chorava pela morte de Sparks, mas principalmente por saber que minha melhor amiga estava sofrendo tanto e eu não fazia ideia de como ajudar, como amenizar. Belle, o Coronel, Sparks, todos faziam parte especial do mundo de Jenna e agora todos tinham partido.
Quando soube da morte de Belle fiquei muito abalado, me contaram quando recobrei a consciência depois de um ataque que me fez parar em alguma enfermaria militar francesa. Foi quando descobri que Jenna havia encontrado o corpo do Coronel na praia e que havia desmaiado com tanta dor e sofrimento e decidi que ela precisava ser transferida para a Inglaterra, assim como o corpo do Coronel e de outros soldados que encontramos que era de nossa base militar.
Foi uma decisão muito arriscada de minha parte, mas deu tudo certo. Chegamos bem, mas não foi o mesmo que aconteceu com as outras notícias. Dizem que as desgraças não vêm em parcelas, elas chegam todas juntas de uma vez só e era o que estava acontecendo com a Coronel Jenna Miller.
– O que é isso? – ela perguntou quando reparou o envelope em minha mão.
– Jen… Harry ditou uma carta para você um pouco antes de… – seus olhos estavam arregalados, ela virava seu olhar do corpo de Sparks para a carta e não sabia ao certo o que fazer – Você quer ler agora? – perguntei receoso, Jenna talvez não estivesse em condições.
– Não… – ela disse e voltou para perto do corpo de Sparks, se debruçou nele de novo e voltou a chorar. Resolvi ficar lá dentro dessa vez e esperar até que Jen resolvesse de fato sair.
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Chegava a ser assustador de ver a rapidez como Jenna fingia estar recuperada. Me assustava vê-la daquele jeito, porque eu sabia que no fundo ela estava morrendo aos poucos. Ficamos no IML mais algumas horas até que Jen se levantou e enxugou as lágrimas que ainda caíam, respirou fundo e veio em minha direção perto da porta do lugar.
– Ele merece uma cerimônia assim como os outros que chegaram. – ela disse fria, seca, Jenna tentava parecer durona e preparada.
– Merece sim, pequena… – disse concordando.
– Vamos organizar tudo e depois de amanhã faremos a cerimônia no cemitério, vamos avisar as famílias e ajudar no transporte e essas coisas. – ela disse respirando fundo e olhou para a carta em minhas mãos, logo depois voltou a me olhar e saiu do IML. A segui mais uma vez.
Naquele mesmo dia vi Jenna se transformar num piscar de olhos, assim como se recuperou da morte do pai, ela pareceu recuperada da morte de Harry, começou a pedir ajuda para a organização da cerimônia de despedida dos soldados que lutaram conosco. Pedia agilidade de todos.
– Precisamos de bandeiras, todos precisam das bandeiras, nenhum soldado ficará sem sua bandeira! – ela pedia para quem estava encarregado das bandeiras – As medalhas! Precisamos das medalhas, e das velas. Andem! As famílias estão sendo avisadas e logo mais estarão chegando, e eu preciso de tudo organizado! – ela pedia, às vezes gritava ordens, às vezes ela mesma fazia as coisas. Era uma maneira de ela ocupar a mente, eu não conseguia fazer nada, eu só conseguia acompanhar Jenna como um cão de guarda – Jack. – ela me chamou.
– Oi, pequena… – disse prestativo.
– Ele tinha uma farda guardada… – ela começou a falar e sua voz começou a falhar – Branca… Para o casamento… – eu já tinha entendido.
– Vou preparar tudo, Jen, não se preocupe.
Harry já tinha até planejado a farda do casamento, e provavelmente tinha contado para Jen, fui até o dormitório dos soldados e caminhei até o armário de Sparks, a farda estava engomada e pendurada no cabide, pronta para ser usada, mas não estava pronta para ser usada naquela ocasião.
– Sparks, eu queria muito te matar, mas você já fez isso sozinho… – disse assim que peguei o cabide com a roupa que Harry usaria em seu funeral e enterro.
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Jenna
Nos dias que se seguiram eu dormia querendo acordar e ver que foi tudo um pesadelo, mas todas as manhãs eram iguais, eram sem vida, eram sem cores, eram a realidade me chamando, batendo forte na minha porta e me empurrando sem nem pedir desculpas.
Era o dia da cerimônia, era o dia do meu último adeus aos soldados que não conseguiram voltar com vida, era o dia do meu último adeus ao Harry. O despertador tocou, e sem ânimo algum eu me levantei, fiquei sentada na cama pelos longos trinta minutos que se seguiram, não sabia como iria sair dali, se iria conseguir, mas era a Coronel, e o batalhão precisava da Coronel razoavelmente bem para o grande funeral.
Passei mais trinta minutos no chuveiro, não sabia mais nem como se tomava banho, mas de alguma maneira fiz tudo no automático, não precisei de fato me lembrar, meus braços sabiam e minhas pernas se lembravam de como se manterem erguidas e fortes.
Em minha cama eu havia separado uma farda nova, uma farda de Coronel, as botas perfeitamente engraxadas, o quepe em estado também perfeito. Me vesti e sentei em frente ao espelho do quarto, não me enxergava naquele reflexo. Magra, olhos fundos, os cabelos sem brilho, sem corte, sem vida. Opacos. Mas eu tinha que parecer razoavelmente bem, então com algum esforço consegui passar uma leve maquiagem para parecer melhor, mais corada, prendi meu cabelo num rabo de cavalo baixo e me levantei para sair do quarto, mas vi na cabeceira de minha cama o envelope que tinha a carta que Harry havia ditado para um soldado. Jack colocou lá caso eu quisesse ler, mas eu não queria. Respirei fundo e saí do quarto.
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As cerimônias militares são cheias de regras assim como todos os militares são. Regidos por normas e exigências, as cerimônias fúnebres não poderiam ser diferentes. Eu estaria lá como Coronel, mas também como mulher, como noiva, como parente. Jack deveria imaginar que eu não teria condições de aguentar todos os caixões entrando e todas as regras sendo cumpridas passo a passo, por isso pedi para que ele ficasse em meu lugar e eu tentaria ir para a despedida final. O fato era que eu não queria me despedir de ninguém, principalmente de Harry. Mas era meu dever.
Me levaram em um carro que seguia o carro em que o corpo de Harry estava. Ele seria o último antes do enterro. O carro com o caixão parou e pude ver seis soldados à espera em posição de sentido. Jack estava a frente deles porque ele estava no comando da cerimônia. O motorista do carro fúnebre abriu a porta de trás revelando o caixão com a bandeira britânica cobrindo-o de ponta a ponta.
– Posição! – Jack disse e os soldados em fila e muito organizadamente marcharam até o carro. Três para cada lado até que eles formaram um pequeno corredor da largura do carro e se prepararam para segurar o último caixão daquele dia. Eu havia saído do veículo em que estava e observava tudo um pouco afastada. Um dos últimos soldados das duas fileiras saiu de sua posição e foi até o caixão pelo pequeno corredor de soldados. Movimentou a barra da bandeira como em todo o ritual fúnebre e começou a puxar o caixão de Harry, e os outros soldados foram se posicionando ao lado para ajudar a sustentar. Jack bateu continência e os soldados levaram o caixão até o local que ele iria ser enterrado.
Eles passaram por Jack que permanecia com a mão em sinal de continência, mas logo os acompanhou. Naquele cemitério muitas famílias estavam se reunindo em meio a inúmeras lápides dos soldados que também não conseguiram resistir. O silêncio era ensurdecedor, era dolorido demais, a cerimônia estava me sufocando, mas eu tive que acompanhar.
– Posição! – Jack gritou para outras fileiras de soldados perto de onde Harry seria enterrado e na mesma hora os soldados pegaram suas espingardas e fizeram a movimentação de todas as cerimônias. Os soldados que seguravam o caixão de Harry marcharam até o local indicado e esperaram a ordem para abaixá-lo – Abaixar. – eles obedeceram a ordem de Jack e eu estava mais perto – Soldados, preparar! – Jack gritou para os soldados das espingardas e os mesmos prepararam suas armas e miraram para longe do público que assistia, em um local seguro que não correria risco algum de bala perdida. Era tudo o que a gente menos precisava e a cerimônia precisava ser perfeita. Enquanto isso os soldados que levaram o caixão de Harry estendiam a bandeira sobre o caixão e Jack batia sua última continência para seu colega de batalhão. Me aproximei e tomei o lugar de Jack, via que ele estava chorando.
Ergui o braço em sinal de continência, minha mão tremia e percebi que não havia parado de chorar desde que vi o caixão de Harry sendo levado pelos soldados.
– Soldados, apontar! – disse e vi os soldados das espingardas mirando para longe – Atirar! – eles atiraram juntos uma vez e aquele som fez meu corpo estremecer, mas não saí da posição de sentido, assim como Jack também não saiu. Mais uma vez eles atiraram e repetiram o procedimento uma última vez, logo em seguida a corneta com a música fúnebre começou a ser tocada por um colega de batalhão e eu não aguentei e me debrucei de joelhos no chão em frente ao caixão. Jack não poderia me socorrer ou me ajudar, ele tinha que continuar em posição e esperar até que tudo acabasse. Eu fiquei na grama de joelhos chorando como nunca ao som daquela marcha fúnebre.
A marcha terminou e todos os soldados presentes estavam em posição de sentido, os soldados que levaram o caixão de Harry começaram a preparação da bandeira. O ritual que consistia em dobrar a bandeira perfeitamente para ser entregue a um dos familiares. Após dobrarem a bandeira como manda o regulamento, o soldado que estava ao lado de Jack entregou para ele e depois os seis soldados marcharam para longe do caixão. Eu havia conseguido me levantar, pois eu receberia a bandeira de Harry. Como pede o protocolo, Jack marchou até onde eu estava e trazia a bandeira nas mãos, se ajoelhou a minha frente e estendeu a bandeira para mim. O protocolo pedia também que ele falasse frases prontas e decoradas, assim como eu teria que falar para as outras famílias, mas ele não fez isso comigo.
– Harry estaria rindo dessa situação se eu bem conhecia aquele Capitão. – ele disse e eu consegui dar uma risadinha daquele momento e peguei a bandeira das mãos de Jack. Ele se levantou e bateu continência e eu o retribui com outra continência e ele marchou para longe.
Caminhei com a bandeira em meus braços até o caixão de madeira pronto para ser enterrado e o olhei uma última vez dando meu último adeus ao amor da minha vida.
Não fiquei para ver o caixão indo para debaixo da terra, não fiquei para receber as famílias e me despedir de todos como manda o protocolo, saí sem que ninguém notasse e dirigi de volta para a base, eu precisava do Harry, eu precisava dele, mas ele não estava mais comigo. Só tinha uma última coisa que ele havia me deixado, a carta.
Alguns dias antes
Harry
Uma tragédia grega. Eu me sinto em uma tragédia grega, o final é triste para o famoso herói e eu me sinto como o herói de minha própria peça, minha própria tragédia grega. Meu corpo dói, levei mais tiros do que o planejado.
Planejar levar tiros me faz querer rir, essa situação me faz querer rir, mas meu corpo dói tanto e eu sinto tanto frio. Eu preciso de Jenna, preciso prepará-la, mas me mexer é impossível, céus como meu corpo dói, como está frio.
– Não se mova, Capitão. – eu vejo uma enfermeira me olhando de cima, ela coloca um pano em minha testa e o gelado do pano alivia um pouco o frio, o calor, não sei dizer.
– Jen… – céus! Por que minha voz não sai?
– Senhor, tente não gastar energia, tente não falar, sua situação é muito complicada… – ela tem o olhar de pena, por que ela tem o olhar de pena?
– Precis… Preciso falar com Jen… Jenna… – parece que meus pulmões vão explodir a cada palavra que eu tento falar, que dor é essa?
A enfermeira se afasta e conversa com alguém que não está em meu campo de visão, eu preciso falar com Jenna, prepará-la, eu sei o que vai acontecer, mas preciso falar com Jenna.
– Capitão eu sou da Inglaterra, conheço a base que o senhor foi designado, estamos entrando em contato com eles para te transferir para lá. – um soldado fala comigo, mas eu sabia que não ia dar certo.
– Sol… Dado… – eu tento falar, mas tudo doí.
– Hudson, senhor. Tente não falar, o senhor precisa se recuperar para que possamos te transferir.
– Me faça… – eu tusso e sinto como se tudo em meu corpo se moesse ao mesmo tempo – Vou ditar… Uma carta… Por favor, entre… Entregue a Jen… Jenna na base.
– Senhor tente repousar e amanhã o senhor dita, pode ser? – eu sei que o amanhã não vai chegar para mim, preciso me esforçar, preciso mandar a carta.
– Por… Favor… – eu peço, eu imploro, meu peito dói, ele balança a cabeça concordando e vai em busca de papel e caneta. Ele volta e se senta ao meu lado e espera – Jenna…– começo a ditar.
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Jenna
“Um dia o homem será capaz de viajar para o espaço, de ir para a lua e quem sabe até para Marte, o homem será capaz de ir e voltar. Um dia o homem fará novas descobertas, o homem inventará tantas coisas que talvez não vamos saber lidar. O homem será rápido, tão rápido quanto a luz e quem sabe um dia ele invente um jeito de voltar no tempo.
Pois eu te digo, Jenna, se um dia isso acontecer, não volte para me buscar. Não volte para mudar o que o destino propôs a mim. Eu tenho raiva de Deus por me tirar de você, mas sei e você sabe que é nisso que eu acredito. As coisas foram feitas desse jeito e o meu jeito é, infelizmente, te deixar. Mas eu te peço, te imploro, Jenna, meu amor, eu vou partir logo mais ou logo menos, mas há tanto ainda que você pode viver, ver e conquistar.
Você é o grande amor da minha vida, e sei que sou o seu, mas a vida é feita de encontros e desencontros, de amores e desamores, tente não deixar o luto te sucumbir, de onde eu estiver eu vou estar com você, te olhando, te ajudando e te protegendo. Um dia você vai ver, vai enxergar que não se pode deixar levar, vai voltar do luto e vai voltar com garra. Não quero que isso demore, mas é isso o que a perda faz com as pessoas, infelizmente. Você vai se reerguer meu amor, e eu estarei do seu lado para te ajudar e então sei que de algum jeito ou de outro você vai encontrar a paz e a felicidade, assim como o homem será capaz de ir para o espaço.
Não tenha medo de tentar isso, faça por mim, mas principalmente por você.
Eu vou partir logo Jenna, mas nunca se esqueça que será sempre o meu grande amor.”
– Eu te amo, Capitão Sparks. – disse entre lágrimas e soluços antes de fechar o olho e dormir abraçada com aquele pedaço de papel.
