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Jenna
Havia pegado no sono muito rápido depois de tomar os remédios que Jack me recomendou para parar a dor na perna, mas pelo o que via eu tinha dormido demais. Acordei e olhei para o relógio ao lado da cama. 9h da manhã! Não podia ser verdade. Eu não poderia ter dormido tanto assim. Em uma guerra não se dorme, mas eu estava literalmente dormindo no ponto. Levantei praticamente pulando de susto após checar a hora. Péssima ideia ter feito isso, minha perna machucada ainda doía, e quando a coloquei no chão pude confirmar essa dor, para minha sorte a cama estava a poucos centímetros atrás de mim, pois eu caí depois do meu momento de desespero.
Respirei fundo e dessa vez com mais calma eu coloquei a perna no chão delicadamente. Fui mancando até meu armário e peguei minha farda. Vesti com cuidado, ajeitei meu cabelo o prendendo em um rabo de cavalo alto. Molhei meu rosto e escovei meus dentes. Estava pronta para sair daquele quarto. Como já estava tarde para instruir os soldados no turno da manhã, eu resolvi que ia ficar com o turno da tarde.
Ainda mancando saí do quarto e me dirigi até o escritório de meu pai, que ao que tudo indicava, não havia ido para o quarto na noite anterior.
– Bom dia, Coronel. – bati continência.
– Bom dia… Filha? Primeiramente gostaria de falar com você sobre seu treino noturno de ontem a noite… – eu tinha esquecido de avisar meu pai sobre aquilo e parece que Jack já tinha feito o favor de reportar tudo aquilo para o Coronel.
– Em minha defesa eu estou em condições de treinar. Basta eu não forçar a perna… – disse tentando me defender, mas o olhar de papai me reprendia mais que as palavras.
– Jenna Miller… – me sentia com seis anos de novo quando tinha aprontado e ele tinha me dado uma bronca.
– Desculpa… – ser filha de militar tem suas desvantagens – Só passei aqui para saber o que aconteceu?
– Por quê? – ele perguntou.
– Coronel, o senhor quando não volta para o dormitório é sinal de que algo aconteceu em meio essa guerra para fazer o senhor passar a noite aqui no escritório.
– Sente-se, Tenente-Coronel… – ele fez sinal para que eu sentasse na cadeira de frente para sua mesa. Sentei-me. – Recebi uma mensagem ontem…
– Mensagem? – perguntei preocupada.
– Lembra-se do Garbo? – ele guardou algumas papeladas na gaveta da mesa.
– Juan Pujol García? – perguntei falando o real nome da pessoa.
– Exatamente, bom como sabemos, ele trabalha no serviço secreto britânico… Ele mandou uma mensagem ontem… – meu pai dizia e pelo tom de sua voz era algo sério.
– Algo comprometedor? – perguntei ainda mais preocupada.
– Digamos que é algo muito arriscado, ele sugeriu trabalhar como agente duplo, prestando serviços para os Aliados enquanto espionava as táticas de guerra dos alemães…
– E o que o senhor decidiu? – era de fato muito arriscado, entendia o motivo de meu pai não ter dormido a noite inteira.
– Como eu disse, é muito arriscado, escuta filha, estamos com um plano que pode ser definitivo para essa guerra, a ajuda que Garbo nos ofereceu pode ser que funcione como também pode ser que fracasse. Não podemos arriscar tão alto assim, não sem antes termos certeza de que essa nossa estratégia seja fatal para os países associados à Alemanha.
– Pai, é como Patton nos disse uma vez, só se consegue avançar fazendo coisas que outros não fazem. Tem certeza que vai deixar essa oportunidade passar? Garbo pode nos ajudar com esse tal plano… – era arriscado, mas poderia dar certo.
– Eu sei que pode minha filha, mas a questão é que temos que analisar todas as circunstâncias, se o plano de Garbo falhar a guerra será vencida pelos outros. – ele disse respirando fundo e fechando os olhos.
– Tudo bem, Coronel. O senhor é o chefe aqui e sabe o que é melhor, mas eu apenas gostaria de deixar claro que na minha opinião devemos aceitar a proposta de Garbo, ele já nos mostrou ser fiel aos Aliados…
– Sim, eu concordo com você filha, mas por enquanto, é melhor não arriscarmos assim. Prometo que pensarei melhor no assunto, na verdade, estou pensando nisso a noite inteira. – meu pai disse.
– Imaginei… Bom, se me dá licença Coronel, tenho que tomar meu café da manhã e voltar aos treinos. – disse batendo continência.
– Capitão Forlan não vai gostar de saber que a Tenente-Coronel voltará aos treinos… – ele disse como se estivesse fazendo piada.
– Não estou nem ligando para o que ele pensa ou deixa de pensar, não posso mais dormir no ponto. Temos uma guerra para vencer. – dizendo isso me retirei do escritório de meu pai.
Com dificuldade, caminhei até o refeitório. Como o café da manhã havia sido às 5h, não havia mais ninguém lá a não ser os cozinheiros que estavam preparando o almoço. Fui até a cozinha, abri a geladeira e peguei uma jarra de leite, bebi com vontade. Aquele foi meu café da manhã. Feito isso fui até a tenda de treinamentos onde supunha que Jack estaria treinando os soldados. A surpresa estava estampada no rosto dele quando ele me viu entrando, não só no dele como de todos os outros soldados.
– Soldados. – disse com voz autoritária e eles ficaram em posição de sentido.
– O que faz aqui? – Jack perguntou bravo.
– Trabalhando, não está vendo? – eu não iria ser invalidada.
– Desisto. – ele disse impaciente e totalmente derrotado.
– Ok. O treino de hoje será de camuflagem, agilidade e resistência. – disse – Capitão Forlan, poderia mostrar para os soldados como será o treino? – eu não iria fazer esforço, só não iria ficar parada em uma cama.
– Você vai mesmo persistir nisso, não é? – Jack disse respirando fundo e eu concordei com a cabeça – Pois bem, soldados, peguem suas armas e me sigam. – dizendo isso ele se direcionou para fora da tenda e os soldados o seguiram.
– Sparks. – chamei o soldado que voltou imediatamente até onde eu estava.
– Sim? – ele perguntou sorrindo.
– O senhor fugiu do treino noturno… – ainda teria que punir aquele soldado que compartilhou sua história comigo e me fez companhia – Corra dois quilômetros e faça trezentas flexões, certo?
– Sim, senhora. – ele bateu continência e seguiu para fora da tenda.
Caminhei mancando até onde Jack passava o treino. Ele estava explicando como os soldados deviam se posicionar enquanto estivessem camuflados, a maneira como a arma deveria estar e enquanto explicava ia se posicionando para demonstrar aos rapazes a maneira correta.
Procurei uma cadeira mais próxima para que eu pudesse me sentar. Eu não seria invalidada por mais que já me sentisse daquele jeito. Fiquei observando Jack.
Jack é uma pessoa gentil por natureza, percebi isso pelo curto tempo de convívio com ele, tem um coração muito grande. Às vezes me super protegia e aquilo me irritava, mas era o jeito dele. Olhei ao redor e vi Sparks correndo. Ele se empenhava mais que os outros, dava para perceber nos treinos. Ele parou de correr e foi para perto dos outros para fazer as flexões. Logo em seguida foi até a tenda, voltou com a arma e se deitou no chão para fazer os exercícios que Jack havia passado.
Enquanto os soldados faziam o que o Capitão havia pedido eu fiquei observando os que não estavam conseguindo fazer corretamente. Apesar de bastante empenhado e de ter uma ótima mira, o soldado Sparks estava com certa dificuldade em se rastejar no chão com a arma apontada, certamente a dor psicológica que ele sentia na perna o atrapalhava. Resolvi ir ajudá-lo. Levantei-me da cadeira e caminhei em direção a ele.
– Problemas, soldado? – perguntei de pé ao lado dele – Rogers, não esqueça da mira. – disse para o soldado ao lado de Sparks.
– Um pouco de dificuldade em manter a coordenação motora. – ele disse ficando de pé.
– Percebi. – a perna ainda o atrapalhava e eu tinha medo de passar pela mesma coisa depois que estivesse recuperada – Desculpe-me. – respirei fundo – Deixe-me te ajudar… – peguei a arma da mão dele – Vi que o senhor é muito bom na mira, agora tem que conciliar a mira com o fato de que você estará se arrastando no campo de batalha… – por um momento eu parei e fiquei olhando para ele apenas pensando que em algumas semanas ele não estaria mais aqui e que talvez eu não o visse nunca mais. Mas por que eu me importava tanto?
– Está tudo bem, Tenente-Coronel? – ouvi Harry perguntando depois do meu momento de reflexão.
– Sim. – disse voltando a mim – Onde eu estava?
– Eu tenho que conciliar a mira com o fato de que estarei me rastejando no chão… – ele ajudou a me localizar.
– Isso. Deite novamente no chão. – assim que ele deitou, pude perceber um olhar fixo na minha direção, Jack estava me observando de longe e parecia… Zangado? Não sei se essa seria a melhor definição para a expressão facial dele, devia ser porque eu o desobedeci. – Muito bem. – disse me agachando com dificuldade ao lado dele.
– Tenente-Coronel, não force a perna, por favor… – ele disse preocupado.
– Não vou forçar, só vou te mostrar como fazer o exercício. – disse me posicionando – Agora, posicione a arma assim. – mostrei para Sparks como posicionar a arma e logo em seguida o entreguei o equipamento para que ele pudesse fazer igual.
– Tenente-Coronel, a senhorita não devia estar fazendo esforço desse jeito… – Harry disse olhando para minha expressão de dor quando eu me deitei no chão junto com ele.
– Eu estou bem Sparks, faça o que eu pedi. – falei e ele posicionou a arma como eu havia demonstrado – Muito bem, mire. – ele mirou – Agora comece a rastejar tentando manter a mira, se você ver que perdeu o foco, pare, abaixe a cabeça para se arrumar sem que o “inimigo” perceba, ajuste a arma e volte a rastejar a apontando. – ele fez o que eu pedi, e eu o observei enquanto me sentava no chão.
Harry havia parado várias vezes de início para se arrumar, mas depois pegou o jeito, fiquei observando ele rastejando. Se não estivéssemos em guerra poderia dizer que foi uma cena um tanto engraçada, esse era meu treino favorito, ver os soldados rastejando era divertido e até sensual. Espera, o que eu falei? Sensual? Tenho que mandar analisar a bala que Chill acertou em mim, com certeza havia alguma substância nela que me esta me fazendo ter esses pensamentos indecentes no meio de um treino.
Olhei para o lado e vi Jack ainda me encarando. Assim que olhei nos olhos dele ele desviou. O que estava acontecendo com ele afinal? Fiquei olhando para Jack e analisando seu porte físico, e que porte físico. Ok. É definitivo, estou drogada, mas já que esses pensamentos surgiram em minha mente… Jack era um pitel se for pensar por esse ângulo, forte, moreno, olhos castanho-mel, sua postura de Capitão também era bem sedutora e chega! Tenente-Coronel Jenna Miller pare de pensar nessas coisas! Pronto agora dei para mandar em mim por pensamento! Por que ainda estou fazendo isso?
– Tenente-Coronel? – ouvi uma voz me chamar e voltei à realidade.
– O que? – perguntei seca me virando para o lado e vendo Sparks com receio de mim.
– Eu perguntei se havia feito o exercício corretamente, mas a senhorita não me respondeu… – ele disse tentando achar as palavras certas.
– Ah sim, claro, me perdoe, eu estava… Distraída. Sim você fez o exercício corretamente, Sparks. – disse me levantando com dificuldades até que Sparks me ajudou.
– Jenna Miller distraída? Posso perguntar o motivo da distração? – Jack havia surgido do nada.
– Não disse que estava distraída. – ele me distraiu, eu não tinha culpa.
– Disse sim… – ele sorriu.
– Você está enganado, Capitão. – jamais iria admitir aquilo – Deve ter escutado errado.
– Agora eu sou surdo? Confirme para mim Sparks, ela falou ou não que estava distraída? – Jack perguntava para Harry que não sabia o que responder.
– É… – ele olhava de mim para Jack – Sim, a senhorita disse que estava distraída… – ele disse por fim, deixando Jack com um sorriso vitorioso no rosto.
– E qual é o problema de eu estar distraída? – falei seca e encarei Jack torcendo para não ficar vermelha de vergonha por ter me distraído olhando para a beleza dele.
– Problema nenhum, Tenente-Coronel… – ele disse em tom sereno – Mas isso é novidade para mim. – ele sorria enquanto falava, por que ele sorria? Por que aquele sorriso era tão lindo? Por que meus pensamentos insanos estavam voltando?
– Ótimo! – disse afastando os pensamentos de minha cabeça – Volte ao treino, estou avaliando todos os soldados.
– Sim, senhora. – Jack bateu continência e voltou a instruir os soldados.
– Sparks! – chamei o soldado que se virou para mim – Quero que faça o exercício mais uma vez e depois corra mais dois quilômetros.
– Sim, senhora. – ele fez o que eu pedi.
Pedi isso para mais cinco soldados que estava avaliando. Jack não parava de me olhar. Assim que todos os soldados haviam terminado os exercícios que eu e Jack pedimos, eles retornaram e se posicionaram em filas. Enquanto Jack falava, eu apenas me dirigi até um caminhão que estava estacionado perto do local em que estávamos e peguei uma granada falsa. Disfarçadamente eu voltei para perto dos soldados, tirei a granada do bolso, o que deixou todos surpresos, menos Jack, que já sabia o que eu iria fazer, arranquei o pino e joguei na direção deles. O desespero dos soldados era divertido de se ver. Eles correram desesperados para longe da granada e eu tive que conter o riso. Assim que perceberam que a granada era falsa eles voltaram para a formação da fila.
– Você está louca? – um soldado perguntou.
– No campo de batalha, você não será avisado se o inimigo atirar uma granada real em você, isso foi apenas um treino. – eu disse – Muito bem soldados, dispensados por enquanto, quero que voltem aqui depois do almoço. – disse e os soldados se retiraram do local.
– Quer ajuda para ir até o refeitório? – Jack perguntou.
– Olha para mim Jack, você acha que eu preciso de ajuda? – perguntei e ele me olhou dos pés à cabeça.
– Sim. – ele disse sorrindo e mais uma vez eu revirei os olhos – Por que você está tão teimosa, Jen?
– Não entendi a pergunta.
– Custa ficar na cama repousando até que sua perna fique boa? Não, né? Tem que me desobedecer! – ele perguntava e respondias as próprias perguntas.
– Jack… – eu queria me abrir com ele, mas não era o momento.
– Poxa Jen, eu me preocupo com você… – ele abaixou a cabeça, mas eu percebi que ele estava corando – Sei que você não gosta de receber ordens, mas eu sei o que é bom para sua saúde. Quando peço para você ficar repousando na cama, não estou falando isso porque quero que você fique entediada, falo isso porque é o certo a fazer, eu estudei anos para poder ter autoridade no assunto.
– Jack… Entendo sua preocupação comigo, mas eu já estou melhor, estamos no meio de uma guerra, não posso me dar ao luxo de ficar deitada o dia todo quando eu poderia estar treinando os soldados… – eu disse olhando nos olhos dele.
– Eu posso fazer isso por você, Tenente-Coronel. – Jack disse.
– Sei que pode, mas eu gosto de acompanhar os treinos, como hoje. – disse e por um breve momento Jack travou o maxilar – Algum problema?
– Não. É só que… Você não devia ter se agachado àquela hora.
– Eu estava ajudando o soldado Sparks com o exercício.
– Ajudasse sentada na cadeira. – ele disse e seu tom de voz era grosso com um pouco de… Raiva?
– Na cadeira eu não iria conseguir mostrar a maneira correta de fazer o exercício, Jack. – falei um pouco mais alto com ele.
– Mas isso pode piorar a situação da sua perna! E eu não admito que isso aconteça! – começamos a gritar.
– O que está acontecendo com você? – perguntei – Você está estranho e não é de hoje!
– Nada! – ele disse desviando o olhar do meu. Por um momento só se escutavam nossas respirações pesadas depois do nosso distúrbio de gritos – Já que não quer minha ajuda, eu vou sozinho para o refeitório. – ele se virou e me deixou plantada ali observando ele caminhar para longe de mim.
O que estava acontecendo com Jack? Por que ele estava agindo daquele jeito? Fiquei ali parada pensando. Resolvi ir até o refeitório, peguei meu prato e sentei em uma mesa afastada de todos.
– Posso lhe fazer companhia? – Sparks perguntou.
– Claro Sparks, sente-se. – fiz sinal para que ele sentasse.
– Se me permite perguntar, está tudo bem com a senhorita?
– Sim, por que não estaria? – rebati com outra pergunta.
– Não sei, a Tenente-Coronel parece um pouco… Chateada… – ele disse olhando nos meus olhos.
– Não. É impressão sua. – disse desviando o meu olhar do dele. Ficamos em silêncio.
– Com licença, Tenente-Coronel. – Jack havia aparecido – Podemos conversar?
– Claro. – disse seca olhando para ele.
– A sós? – vi que Jack olhava para Sparks.
– Sparks, se não se importa… – pedi para que o soldado se retirasse e ele se levantou. Era impressão minha ou Jack lançou um olhar intimidador para ele? – diga Capitão Forlan, o que o senhor gostaria de falar comigo.
– Capitão Forlan? – ele franziu a testa.
– Não é seu título? – disse impaciente.
– Você só me chama assim quando está brava com alguma coisa que eu fiz… – ele respirou fundo – Jenna eu não vou me desculpar por mandar que você repouse, se é o que está esperando.
– Só queria saber por que você está agindo assim…
– Assim como? Bravo por meus anos de estudo em medicina não surtirem nenhum efeito em você?
– Eu não quero ser invalidada, Jack. – disse e segurei para não chorar, podia sentir meus olhos se enchendo de lágrimas.
– Invalidada? – ele perguntou.
– Sim, invalidada. Eu não quero me sentir assim, eu não quero que esse ferimento me impeça de fazer a única coisa que eu sei fazer. – o olhei nos olhos e por um momento ele abaixou o olhar.
– Você nunca vai ser invalidada, Jen… – seu olhar não voltou a encarar o meu, apesar de eu saber que ele estava sendo sincero – O Coronel pediu para eu te avisar que ele quer que você compareça no escritório dele… – ele mantinha a cabeça levemente abaixada.
– Obrigada por avisar. – levantei da mesa – Me acompanha? – me virei para ele e ele assentiu com a cabeça, mas ficou em silêncio.
Fomos até o quartel general de meu pai. Chegando lá vi que tinha um indivíduo desconhecido na sala.
– Mandou me chamar, Coronel? – perguntei e o indivíduo se virou.
Alta, bonita, olhos azuis, cabelos loiros, sua farda ficava bem colada no corpo, mostrando suas curvas.
– Tenente-Coronel Miller gostaria que conhecesse a Tenente-Coronel Belle Antoniett, Ela é a primeira Tenente-Coronel mulher que está representando a França na guerra. – meu pai disse. Involuntariamente meu rosto corou de raiva.
