Capítulo 9

Brigas, reconciliação e desabafos

Jenna

Fiquei parada naquela sala encarando aquela… Aquela… Pessoa na minha frente. Jack parecia fazer o mesmo, mas ele não a encarava da mesma maneira que eu. Como assim havia outra mulher militar nessa guerra? E por que ela tinha que ser francesa?

– Tenente-Coronel? – me vi perguntando depois de longos segundos de silêncio.

– Sim! Tenente-Coronel Belle Antoniett! – ela estendeu a mão para que eu apertasse – É uma honra conhecê-la, Tenente-Coronel Miller! – fiquei olhando para a mão dela ainda suspensa no ar – Ora, ignore minha nacionalidade, temos um inimigo em comum agora.

– Pois bem. – apertei a mão dela – Se sente honrada por me conhecer?

– Sim, você é a primeira mulher com um cargo no exército! Inspirou muitas outras mulheres! – ela dizia sorrindo, aquele sorriso estava me dando náuseas – Acredito que já ouviu falar de mim!

– Não. – disse seca e respirando fundo, pois já estava ficando sem paciência.

– Sou conhecida como a Joanna D’Arc moderna… – ela falou com aquele sotaque que me fazia querer vomitar todo o meu almoço. Era só o que me faltava. O que mais ela queria? Só faltava ela falar que foi o pai dela que montou a Torre Eiffel! Ou que a mãe dela criou o museu do Louvre! – Interessante. – eu disse por fim.

– O senhor deve ser o Capitão Forlan, ao qual o Coronel mencionou! – vi ela se aproximando de Jack e apertando a mão dele também, juro que se ela se aproximasse mais dele eu a mataria! Jack parecia hipnotizado por Antoniett – É um imenso prazer conhecê-lo! – preciso falar que quase voei nela quando ela intensificou a palavra “imenso”?

– O prazer é meu, senhorita! – Jack pegou a mão dela e beijou num gesto de cavalheirismo que me fez ficar vermelha de ciú… Raiva! Vermelha de raiva! Eu não tinha ciúmes de Jack!

– O que faz aqui? – perguntei seca antes que ela pudesse agarrar Jack ali na minha frente.

– Bom, vejo que a senhorita ainda não ficou sabendo das novidades… – ela disse dando uma risadinha irritante.

– Que novidades? – estava ficando impaciente.

– Tenente-Coronel Miller a Tenente-Coronel Antoniett irá te ajudar a instruir os novos soldados. – meu pai disse, mas foi como se ele tivesse me enchido de facadas no peito.

– O quê? – falei um pouco mais alto do que devia. Ok, eu gritei – Eu não preciso de ajuda.

Eu sou Jenna Miller e não serei invalidada. Eu sou Jenna Miller e não serei invalidada. Eu não conseguia repetir por muito mais tempo aquela frase, porque eu estava naquele momento sendo invalidada.

– Ao meu ver, precisa sim, você está ferida e Belle Antoniett tem os mesmos requisitos que você tem quando o assunto é instruir os Praças. – o Coronel falava paciente.

– Jack pode me ajudar, não precisamos de sua ajuda, Belle. – pronunciei Belhe sem querer.

– Belle. – ela me corrigiu sorridente.

– O que disse? – perguntei seca.

– Belle. Meu nome é Belle e não Belhe… – ela só podia estar testando minha paciência – Precisa fazer biquinho para que a pronúncia saia corretamente… – ela só podia estar brincando comigo! Jack parecia se divertir com minha atual situação.

– Que seja. Tenente-Coronel Antoniett, sua ajuda não será necessária. Obrigada. – eu disse e me virava para sair do quartel general.

– Infelizmente, quem decide aqui não é você, Jenna. – meu pai falou – Belle ficará conosco e te ajudará com os soldados, e antes que eu me esqueça, arranjei um dormitório apenas para vocês duas, suas coisas e as coisas de Belle já foram transferidas para lá. – era um pesadelo.

– Como é que é?! – eu estava indignada, além de ter que aceitar que aquela francesinha me ajudasse nos treinos, teria que aturá-la no mesmo quarto que eu? Prefiro o campo de batalha a dividir um quarto com… Com… Esse ser!

– Estão dispensados. – o Coronel disse por fim e Jack me acompanhou até o meu novo aposento, seguido por Antoniett.

Enquanto caminhávamos pelo corredor cochichei para Jack.

– Você sabia? – ele não me respondeu e aquilo já serviu como resposta para mim. Parei no meio do corredor para ficar encarando ele andar, até ele perceber que eu havia parado. Antoniett continuou caminhando e Jack voltou para onde eu estava – Não acredito que você não me contou… – tudo fazia sentido, ele estar estranho no almoço, aquela expressão que eu sabia que era de culpa quando me abri com ele.

– Jen… – ele levava a mão até meu rosto na tentativa de acariciá-lo.

– Não. – afastei a mão dele com um tapa – Eu pensei que você fosse meu melhor amigo, Capitão. – eu olhava para ele com raiva e indignação.

Eu sou Jenna Miller e não serei invalidada.

– Pequena… – seu olhar era de culpa e arrependimento.

– Chega… Chega de apelidos, carinhos, piadas íntimas. Chega! Para você eu sou a Tenente-Coronel Miller, assim como você é o Capitão Forlan para mim! Nada mais que isso! – falando isso o deixei parado no corredor e me apressei até alcançar Antoniett.

Entramos no quarto.

– Não é espaçoso, mas acredito que vamos ficar bem aqui! – ela dizia com aquele sotaque que eu não suportava.

– Só tenho uma regra Antoniett: não ouse tocar nas minhas coisas que eu não toco nas suas. Estamos combinadas? – intimei a olhando de cima a baixo. Eu estava sendo invalidada e substituída por ela.

– Sim, Tenente-Coronel! Fique tranquila, não vou mexer em nada que não é meu… Mas estou curiosa… Por que tanto ódio de mim? – ela perguntou e eu não respondi – Ok… Não quer falar não vou insistir… Mais uma coisinha, o Capitão Forlan tem namorada? – ela estava pedindo para morrer!

– Por que não pergunta para ele?! – respondi seca e saí do local tentando não chorar.

Ainda no corredor avistei Jack se aproximando. Andei o mais depressa possível para que ele não me alcançasse, mas minha perna doía.

– Jenna! Espera! Vamos conversar! – ele gritava e eu só queria que ele sumisse, ou melhor, só queria que Antoniett sumisse, melhor ainda, eu poderia sumir! – Jen! – continuei ignorando e andando pelo corredor para bem longe daquele indivíduo que havia me traído.

Não sabia para onde estava indo, só queria ir para longe de Jack. Como ele tinha a audácia de esconder de mim um acontecimento como aquele? Por que ele fez isso? Custava me contar? E eu achando que podia confiar nele. Estamos em plena guerra Jenna, não devemos confiar em ninguém! Nem para coisas banais como contar seus segredos para um militar… Principalmente isso! Idiota! Sem mais forças para andar eu parei encostando em uma parede e levando a mão até o local do meu ferimento. Percebi que o local estava úmido e foi então que eu notei que os pontos haviam sido abertos. Droga! Era só isso que me faltava! A dor que antes parecia ser inofensiva aumentou de repente e me vi caindo no chão e me contorcendo de dor. Não conseguia levantar e lágrimas começaram a se formar em meus olhos.

– Tenente-Coronel Miller? Você está bem? – Belle Antoniett surgira no corredor em que eu estava.

– Melhor impossível! – eu disse ríspida tentando enxugar as lágrimas em vão.

– Você está sangrando! – ela olhava para meu ferimento.

– Todos sangram! – eu continuava grossa.

– Sim! Internamente todos sangram, mas o seu sangue não está dentro de você! – por que ela fingia a preocupação?

– Deixe-me em paz! Eu estou bem.

– Venha, deixe-me te ajudar… – ela me estendeu o braço e eu fiquei encarando – Vamos, Tenente-Coronel! Se for para morrer, morra num campo de batalha e não por uma hemorragia banal! – contra minha vontade eu aceitei a ajuda dela. Ela me ajudou a levantar e me levou para a enfermaria – Espere aqui! – ela disse logo depois que me ajudou a sentar na maca e saiu do local.

Momentos depois a porta se abriu com certa violência.

– Ah meu Deus! – Jack entrou no local desesperado – O que aconteceu?!

Era tudo o que eu precisava, a pessoa que eu estava tentando evitar apareceu no local, agora além de ter que ouvir uns sermões, terei que encará-lo justo quando acabei de brigar com ele.

– Não sei, parece que os pontos abriram… – Antoniett dizia enquanto Jack revirava os armários do local, procurando os materiais para fazer o curativo.

– Eu avisei, eu avisei que você não devia fazer esforço, mas você me escuta? Não! Óbvio que não! – ele parecia bastante preocupado, foi quando escutei novamente a porta se abrindo e vi Harry entrando.

– O que aconteceu?! – ele foi desesperado para meu lado na maca e eu só conseguia olhar para ele segurando as lágrimas que estavam sendo causadas pela dor em minha coxa. Harry segurou minha mão.

– O que faz aqui, Sparks?! – Jack parecia zangado com a presença dele.

– Escutei no corredor que a Tenente-Coronel estava novamente na enfermaria e… – ele percebeu a presença de Belle – Quem é ela?

– Tenente-Coronel Belle Antoniett! Prazer! – ela estendeu a mão para Sparks que a cumprimentou em seguida – Vou ajudar a Tenente-Coronel Miller a instruir os Praças! – ela era sempre sorridente daquele jeito?

– Você é francesa? – Harry perguntou e eu estava indignada com aquela situação.

– Sim! – ela dizia com o sorriso no rosto. Harry ficou encarando-a por mais um tempo até que meu grito quebrou o momento.

Jack havia começado a desinfetar o ferimento. Ele havia cortado um pedaço de minha calça sem que eu percebesse e passava gaze com álcool em minha perna. A mão de Sparks estava ficando sem circulação novamente. Jack começou a costurar de novo minha coxa e eu gritava de dor. Antoniett estava assustada, mas nem por isso saiu de lá. Mais uma vez a mão de Sparks ficou roxa e quase caiu do tanto que eu a apertava. Ele fazia caretas de dor, mas não deixava de sorrir para mim, pena que eu não poderia fazer o mesmo, pois a dor era tanta – por que eu tinha que ser alérgica à morfina? – que as lágrimas caíam aos montes de meus olhos.

– Calma pequena, calma… – Jack dizia e eu chorava de raiva, qual a parte do “não me chame mais por apelidos” ele ainda não entendeu?

Jack refez os pontos em minha perna e eu me acalmei um pouco. Após mais um momento de tortura a enfermaria ficou em silêncio. Nenhum dos quatro falava nada.

– Precisamos conversar. – Jack quebrou o silêncio e se dirigindo para Harry e Belle continuou – Podem nos dar licença? – eles assentiram com a cabeça e saíram do local.

– A menos que o senhor queira falar algo sobre os treinos, não temos nada que conversar, Capitão Forlan. – disse de imediato tentando evitar o assunto que ele queria abordar comigo.

– Pequena… – ele disse em tom sereno.

– Tenente-Coronel Miller. – o corrigi – Para você eu sou apenas a Tenente-Coronel Miller.

– Não! Você é minha pequena! Minha Jen… – ele falava intensificando a palavra “minha” – Eu sei que devia ter te avisado, eu sei…

– Basta dessa conversa, já esclareci tudo para o senhor no corredor, Capitão! Exijo que me chame pelo meu título!

– E eu exijo que você obedeça às minhas ordens como médico! Mas como eu sei que você não vai obedecer, eu também irei fazer o mesmo! – ele me olhava nos olhos – Pequena, me entenda, por favor, eu sei que devia ter te contado, mas não podia, o Coronel foi claro quando disse que ele iria te dar a notícia.

– Eu fui invalidada, Jack! – comecei a chorar e a enfermaria ficou em silêncio.

– Jen… – Jack aproximou sua mão novamente de meu rosto e mais uma vez eu afastei, porém ele persistiu e eu deixei que algumas lágrimas caíssem – Não… Não chore, me perdoa… – eu não consegui falar – Me escuta, você jamais vai ser invalidada…

– Eu só sei ser militar, Jack, se eu não puder ser militar, o que eu serei? – o olhei nos olhos – O que eu serei?

– Você é a melhor militar que eu conheço e nada nesse mundo vai te impedir de ser, nada, nem mesmo um ferimento na perna… – ele disse enxugando minhas lágrimas – Me perdoa… Eu devia ter te falado, mas, por favor, entenda que você jamais vai ser invalidada… – fechei meus olhos, apertando as pálpebras com força e liberando mais lágrimas – Eu não quero que você tenha raiva de mim… Muito menos que me trate como um soldado novo que chega às segundas-feiras para você instruir e depois mandar para o campo de batalha sem se importar se ele voltará vivo ou morto… Pequena… Por favor… Eu nunca mais irei esconder nada de você…

– Jack… Eu odeio brigar com você… Você sabe muito bem disso.

– Eu também odeio, pequena… – ele dizia enquanto enxugava mais lágrimas minhas – Mas eu prometo… Prometo que nunca mais irei te esconder nada, nunca mais! Só peço que…

– Tudo bem… – interrompi a fala dele e ele abriu o sorriso – Mas se você não cumprir com sua promessa… Eu juro que te entrego para Hitler… – eu disse rindo o que fez ele rir também.

– Hitler não vai ter a honra de me conhecer, pequena… – ele disse enxugando as lágrimas dele e as minhas. Ele ficou me olhando, sorrindo em silêncio, retribui ao olhar e ao sorriso.

– Me tira daqui? – perguntei quebrando o silêncio entre nós.

– Só se você obedecer às minhas ordens como médico. – ele disse – Ou seja, repousar, não fazer esforço com a perna, ficar paradinha na cama.

– Ficarei parada observando os treinos. – propus.

– Nada de se agachar para ajudar os soldados, então. É por isso que Antoniett está aqui…

– Para me substituir. – disse tirando o sorriso de meu rosto.

– Não. Para te ajudar. – Jack disse – Você é insubstituível, eu já te disse. – não evitei que meu sorriso voltasse. Voltamos a ficar em quietos.

– Tá… Chega disso. Me tira logo daqui. – disse rindo, mas com tom de impaciência.

– A Tenente-Coronel está de volta! E sua TPM também! – ele riu e me pegou no colo – Vamos para seus aposentos reais Rainha do Drama… – dei um soco forte no ombro dele e ele se virou de dor quase me fazendo cair de seu colo, me agarrei no pescoço dele – Estamos quites. – ele disse – E não me bata de novo! – ele riu.

Jack me deixou no meu novo quarto e voltou para os treinos seguido por Antoniett e Harry. Não estava a fim de ficar ali deitada o dia todo. Jack pediu para que eu não me agachasse para ajudar os soldados, mas não me proibiu de acompanhar os treinos. Foi o que fiz. Com cuidado levantei da cama e vesti outra calça. Saí do quarto e fui em direção à tenda de treinamentos. Todos os soldados estavam lá e pareciam atentos ao que Jack falava. Resolvi não me aproximar de imediato.

– … Antoniett. – consegui escutar Jack apresentando a nova Tenente-Coronel – Ela irá nos ajudar nos treinos. Tenente-Coronel… – Jack fez sinal para que a francesa desse um passo à frente e se apresentasse.

– Boa tarde, soldados! – ela dizia sorrindo – Como o Capitão disse, sou a nova Tenente-Coronel e instrutora de vocês!

– Você vai substituir a Tenente-Coronel Miller? – um soldado perguntou.

– Pelo menos ela é mais delicada e não desconta a raiva nos outros… – consegui ouvir Chill dizendo.

– Se me permite dizer, a senhorita é bem bonita! – outro soldado disse.

– E simpática! – mais um soldado se manifestou.

– É, coisa que a Tenente-Coronel Miller não chega nem perto… – Chill disse mais uma vez.

– Basta, soldados! – Jack disse impaciente.

– Me diz que não concorda, Capitão? – Chill perguntou.

Eram tantas comparações nada positivas comigo e Antoniett que resolvi voltar para meu quarto e descontar minha frustração em meu travesseiro, mas ao virar para seguir meu caminho, acabei tropeçando em um latão de lixo que havia ali perto da entrada da tenda, causando um barulho muito alto, fazendo com que todos voltassem o olhar para mim.

– Des… Desculpem atrapalhar… – eu disse e logo em seguida me virei para ir embora o mais depressa possível.

Resolvi não correr, mas andava rápido, estava com medo dos pontos se abrirem de novo. No meio do caminho as últimas falas citadas na tenda voltaram para minha mente, as comparações e as críticas negativas a meu respeito. Meus olhos estavam se enchendo de lágrimas. O que estava acontecendo comigo? Não acredito que iria chorar por conta daquilo! Desde quando eu me importava com que os outros pensam de mim? Parei no corredor para respirar e enxugar minhas lágrimas que escaparam. Encostei na parede respirando fundo e com os olhos fechados.

– Tenente-Coronel?

Abri os olhos lentamente tomando cuidado para não deixar as lágrimas caírem.

– Sparks. – assumi postura rapidamente e evitei contato com aqueles olhos verdes intensos.

Harry

Vê-la daquele jeito era de cortar o coração. Com certeza ela escutou tudo que aqueles soldados disseram momentos atrás na tenda. Nunca pensei que Jack fosse permitir aquilo, mas foi ele quem me pediu para que eu seguisse a Tenente-Coronel.

Assim que me aproximei ela assumiu postura de sentido e disfarçadamente enxugava algumas lágrimas. Eu não sabia o que dizer, só não queria vê-la daquele jeito, triste.

– A senhorita… – estava juntando coragem para falar.

– Estou bem, Sparks. Pode me deixar um pouco sozinha? – ela me pediu, mas eu apenas fiquei observando ela desviar o olhar do meu.

– Desculpe-me a intromissão, mas vejo que a senhorita não está bem… – recuei como que por instinto com medo que ela arrancasse minha cabeça depois de minha ousadia, mas ela apenas escorregou na parede e sentou-se no chão voltando a chorar. Sentei-me ao lado dela.

– Você… Você acha mesmo que eu sou tudo aquilo que falaram ao meu respeito, Sparks? – ela me perguntou.

– De jeito nenhum! – respondi rápido.

– Está mentindo. – ela disse virando o rosto para mim.

– Não, não estou. – fiquei olhando para aqueles olhos vermelhos e inchados devido às lágrimas que caíam deles.

– Por que se importa tanto comigo, Sparks? Já te fiz essa pergunta uma vez e você ainda não me respondeu. – ela perguntou me deixando sem reação – Além de meu pai e Jack, você é o único que não me trata mal nesse regimento, por quê?

– A senhorita não merece ser tratada mal só porque é melhor que todos os soldados aqui… Isso é machismo, e é algo que eu não sou. Trato a senhorita como merece, com respeito e admiração. – ela ficou me encarando, as lágrimas já haviam cessado, mas seus olhos continuavam vermelhos.

– Obrigada Sparks, digo, Harry… – ela disse e se levantou em seguida seguindo seu caminho pelo corredor enquanto eu ficava ali no chão, sentado observando ela sumir do meu campo de visão.

Capítulo 10